sexta-feira, 21 de novembro de 2008

HD de computador






Disco rígido
, disco duro, no Brasil popularmente chamado também de HD (derivação de HDD do inglês hard disk drive) ou winchester (em desuso), é a parte do computador onde são armazenadas as informações, ou seja, é a "memória permanente" propriamente dita (não confundir com "memória RAM"). É caracterizado como memória física, não-volátil, que é aquela na qual as informações não são perdidas quando o computador é desligado.

O disco rígido é um sistema lacrado contendo discos de metal recobertos por material magnético onde os dados são gravados através de cabeças, e revestido externamente por uma proteção metálica que é presa ao gabinete do computador por parafusos. É nele que normalmente gravamos dados (informações) e é a partir dele que lançamos e executamos nossos programas mais usados.

Este sistema é necessário porque o conteúdo da memória RAM é apagado quando o computador é desligado. Desta forma, temos um meio de executar novamente programas e carregar arquivos contendo os dados da próxima vez em que o computador for ligado. O disco rígido é também chamado de memória de massa ou ainda de memória secundária. Nos sistemas operativos mais recentes, o disco rígido é também utilizado para expandir a memória RAM, através da gestão de memória virtual.

Existem vários tipos de discos rígidos diferentes: IDE/ATA, Serial_ATA, SCSI, Fibre channel, SAS.

Índice

[esconder]

[editar] Como os dados são gravados e lidos

Os discos magnéticos de um disco rígido são recobertos por uma camada magnética extremamente fina. Na verdade, quanto mais fina for a camada de gravação, maior será sua sensibilidade, e conseqüentemente maior será a densidade de gravação permitida por ela. Poderemos então armazenar mais dados num disco do mesmo tamanho, criando HDs de maior capacidade.

Os primeiros discos rígidos, assim como os discos usados no início da década de 80, utilizavam a mesma tecnologia de mídia magnética utilizada em disquetes, chamada coated media, que além de permitir uma baixa densidade de gravação, não é muito durável. Os discos atuais já utilizam mídia laminada (plated media); uma mídia mais densa, de qualidade muito superior, que permite a enorme capacidade de armazenamento dos discos modernos.

A cabeça de leitura e gravação de um disco rígido funciona como um eletroímã semelhante aos que estudamos nas aulas de ciências do primário, sendo composta de uma bobina de fios que envolvem um núcleo de ferro. A diferença é que num disco rígido, este eletroímã é extremamente pequeno e preciso, a ponto de ser capaz de gravar trilhas medindo menos de um centésimo de milímetro.

Quando estão sendo gravados dados no disco, a cabeça utiliza seu campo magnético para organizar as moléculas de óxido de ferro da superfície de gravação, fazendo com que os pólos positivos das moléculas fiquem alinhados com o pólo negativo da cabeça e, conseqüentemente, com que os pólos negativos das moléculas fiquem alinhados com o pólo positivo da cabeça. Usamos neste caso a velha lei “os opostos se atraem”.

Como a cabeça de leitura e gravação do HD é um eletroímã, sua polaridade pode ser alternada constantemente. Com o disco girando continuamente, variando a polaridade da cabeça de gravação, variamos também a direção dos pólos positivos e negativos das moléculas da superfície magnética. De acordo com a direção dos pólos, temos um bit 1 ou 0 (sistema binário).

Para gravar as seqüências de bits 1 e 0 que formam os dados, a polaridade da cabeça magnética é mudada alguns milhões de vezes por segundo, sempre seguindo ciclos bem determinados. Cada bit é formado no disco por uma seqüência de várias moléculas. Quanto maior for a densidade do disco, menos moléculas serão usadas para armazenar cada bit e teremos um sinal magnético mais fraco. Precisamos então de uma cabeça magnética mais precisa.

Quando é preciso ler os dados gravados, a cabeça de leitura capta o campo magnético gerado pelas moléculas alinhadas. A variação entre os sinais magnéticos positivos e negativos gera uma pequena corrente elétrica que caminha através dos fios da bobina. Quando o sinal chega na placa lógica do HD, ele é interpretado como uma seqüência de bits 1 e 0.

Vendo desta maneira, o processo de armazenamento de dados em discos magnéticos parece ser simples, e realmente era nos primeiros discos rígidos (como o 305 RAMAC da IBM), que eram construídos de maneira praticamente artesanal. Apesar de nos discos modernos terem sido incorporados vários aperfeiçoamentos, o processo básico continua sendo o mesmo.

[editar] Formatação do disco

Disco rígido instalado em um computador padrão.

Para que o sistema operacional seja capaz de gravar e ler dados no disco rígido, é preciso que antes sejam criadas estruturas que permitam gravar os dados de maneira organizada, para que eles possam ser encontrados mais tarde. Este processo é chamado de formatação.

Existem dois tipos de formatação, chamados de formatação física e formatação lógica. A formatação física é feita na fábrica ao final do processo de fabricação,que consiste em dividir o disco virgem em trilhas, setores , cilindros e isola os badblocks (danos no HD). Estas marcações funcionam como as faixas de uma estrada, permitindo à cabeça de leitura saber em que parte do disco está, e onde ela deve gravar dados. A formatação física é feita apenas uma vez, e não pode ser desfeita ou refeita através de software.

Porém, para que este disco possa ser reconhecido e utilizado pelo sistema operacional, é necessária uma nova formatação, chamada de formatação lógica. Ao contrário da formatação física, a formatação lógica não altera a estrutura física do disco rígido, e pode ser desfeita e refeita quantas vezes for preciso, através do comando FORMAT do DOS por exemplo. O processo de formatação é quase automático, basta executar o programa formatador que é fornecido junto com o sistema operacional.

Quando um disco é formatado, ele simplesmente é organizado à maneira do sistema operacional, preparado para receber dados. A esta organização damos o nome de “sistema de arquivos”. Um sistema de arquivos é um conjunto de estruturas lógicas e de rotinas que permitem ao sistema operacional controlar o acesso ao disco rígido. Diferentes sistemas operacionais usam diferentes sistemas de arquivos.

O computador, no decorrer de sua utilização tem seu desempenho geral afetado, em decorrência da instalação e remoção de diversos softwares, inclusive alguns que não removem todos os arquivos e informações do seu computador, ocasionando lentidão na sua execução.

O software básico (sistema operacional) pode apresentar falhas de funcionamento (travamentos), instabilidade no uso, espera no carregamento de programas e softwares diversos, ou casos extremos de corrompimento do sistema operacional (falhas na execução do próprio) em decorrência de uso ilegal ou ataques de vírus de computador.

Uma formatação lógica apaga todos os dados do disco rígido, inclusive o sistema operacional. Deve-se fazer isso com conhecimento técnico, para salvar/guardar dados e informações (os backups de arquivos).

O processo de formatação é longo, e as informações contidas no disco rígido serão totalmente apagadas (embora não definitivamente, ainda é possível recuperar alguns dados com softwares especiais.) Ações preventivas de manutenção de computador podem evitar que seja necessário formatar o computador.

[editar] Exemplos de sistema de arquivos

Os sistemas de arquivos mais conhecidos são os utilizados pelo Microsoft Windows: NTFS e FAT32 (e FAT ou FAT16). O FAT32, às vezes referenciado apenas como FAT (erradamente, FAT é usado para FAT16), é uma evolução do ainda mais antigo FAT16 introduzida a partir do MS-DOS 4.0, no Windows 95 ORS/2 foi introduzido o FAT32 (uma versão “debugada” do Windows 95, com algumas melhorias, vendida pela Microsoft apenas em conjunto com computadores novos). A partir do Windows NT foi introduzido um novo sistema de arquivos, o NTFS, que é mais avançado do que o FAT (a nível de segurança, sacrificando algum desempenho), sendo a mais notável diferença o recurso de permissões de arquivo (sistemas multi-usuário), inexistente nos sistemas FAT e essencial no ambiente empresarial (e ainda acrescento do metadata).

Em resumo, versões antigas, mono-usuário, como Windows 95, 98 e ME, trabalham com FAT32 (mais antigamente, FAT16). Já versões novas, multi-usuário, como Windows XP e Windows 2000 trabalham primordialmente com o NTFS, embora o sistema FAT seja suportado e você possa criar uma partição FAT nessas versões.

No mundo Linux há uma grande variedade de sistemas de arquivos, sendo alguns dos mais comuns o Ext2, Ext3 e o ReiserFS. O FAT e o NTFS também são suportados tanto para leitura quanto para escrita.

No Mundo BSD, o sistema de arquivos é denominado FFS (Fast File System), derivado do antigo UFS (Unix File System),

Atualmente[carece de fontes?], encontramos um novo tipo de sistema de arquivo chamado NFS (Network File System), ao qual possibilita que "HDs Virtuais" sejam utilizadas remotamente, ou seja, um servidor disponibiliza espaço através de suas HDs físicas para que outras pessoas utilizem-nas remotamente como se a mesma estivesse disponível localmente . Um grande exemplo desse sistema encontraremos no Google ou no 4shared, com espaços disponíveis de até 5 GB (contas free).

[editar] Setor de boot

Quando o micro é ligado, o POST (Power-on Self Test), um pequeno programa gravado em um chip de memória ROM na placa-mãe, que tem a função de “dar a partida no micro”, tentará inicializar o sistema operacional. Independentemente de qual sistema de arquivos você esteja usando, o primeiro setor do disco rígido será reservado para armazenar informações sobre a localização do sistema operacional, que permitem ao BIOS “achá-lo” e iniciar seu carregamento.

No setor de boot é registrado aonde o sistema operacional está instalado, com qual sistema de arquivos o disco foi formatado e quais arquivos devem ser lidos para inicializar o micro. Um setor é a menor divisão física do disco, e possui 99% das vezes 512 Bytes(nos CD-ROMs e derivados é de 2048 Bytes). Um cluster (também chamado de agrupamento) é a menor parte reconhecida pelo sistema operacional, e pode ser formado por vários setores. Um arquivo com um número de bytes maior que o tamanho do cluster, ao ser gravado no disco, é distribuído em vários clusters. Porém um cluster não pode pertencer a mais de um arquivo.

Um único setor de 512 Bytes pode parecer pouco, mas é suficiente para armazenar o registro de boot devido ao seu pequeno tamanho. O setor de boot também é conhecido como “trilha MBR”, “trilha 0”, etc.

Como dito, no disco rígido existe um setor chamado Trilha 0, geralmente (só em 99.999% das vezes) está gravado o (MBR) (Master Boot Record), que significa “Registro de Inicialização Mestre”, um estilo de formatação, onde é encontrada informações tipo: como está dividido o disco(no sentido lógico), a ID de cada tabela de partição do disco, qual que dará o boot etc... O MBR é lido pelo BIOS, que interpreta a informação e em seguida ocorre o chamado “bootstrap”, “Levantar-se pelo cadaço”, lê as informações de como funciona o sistema de arquivos e efetua o carregamento do Sistema Operacional.

O MBR e a ID da tabela de partição ocupam apenas um setor de uma trilha, o restante dos setores desta trilha não são ocupados, permanecendo vazios, servindo como área de proteção do MBR. É nesta mesma área que alguns vírus (Vírus de Boot) se alojam.

Disquetes, Zip-disks e CD-ROMs não possuem MBR, no entanto possuem tabela de partição, no caso do CD-ROMs e seu descendentes(DVD-ROM, HDDVD-ROM, BD-ROM...) possuem tabela própria, podendo ser CDFS(Compact Disc File System) ou UDF (Universal Disc Format) ou, para maior compatibilidade, os dois; já os cartões de Memória Flash e Pen-Drives possuem tabela de partição e podem ter até mesmo MBR, dependendo de como formatados.

SETOR DE BOOT E MBR NÃO SÃO A MESMA COISA

O MBR situa-se no primeiro setor da primeira trilha do primeiro prato do HD (setor um, trilha zero, face zero, prato zero).

O MBR é constituído pelo Bootstrap e pela Tabela de Partição. O Bootstrap é o responsável por analisar a Tabela de Partição em busca da partição ativa. Em seguida ele carrega na memória o Setor de Boot da partição. Esta é a função do Bootstrap.

A Tabela de Partição contém informações sobre as partições existentes no disco. Informações como o tamanho da partição; em qual trilha/setor/cilindro ela começa e termina; o sistema de arquivos da partição; se é a partição ativa... ao todo são dez campos. Quatro campos para cada partição possível (por isso só se pode ter 4 partições primárias, e por isso também que foi-se criada a partição estendida...), e dez campos para identificar cada partição existente.

Quando acaba o POST, a instrução INT 19 do BIOS lê o MBR e o carrega na memória, e é executado o Bootstrap. O Bootstrap vasculha a Tabela de Partição em busca da partição ativa, e em seguida carrega na memória o Setor de Boot dela.

A função do Setor de Boot é a de carregar na memória os arquivos de inicialização do SO.

O Setor de Boot fica situado no primeiro setor da partição ativa.

[editar] História do disco rígido

Um antigo disco rígido IBM

Sem dúvida, o disco rígido foi um dos componentes que mais evoluíram na história da computação. O primeiro disco rígido foi construído pela IBM em 1957, e era formado por nada menos que 50 discos de 24 polegadas de diâmetro, com uma capacidade total de 5 megabytes, incrível para a época. Este primeiro disco rígido foi chamado de 305 RAMAC (Random Access Method of Accounting and Control). Em 1973 a IBM lançou o modelo 3340 "Winchester", com dois pratos de 30 megabytes e tempo de acesso de 30 milissegundos. Assim criou-se o termo 30/30 Winchester (uma referência à espingarda Winchester 30/30), termo muito usado antigamente para designar HDs de qualquer espécie. Ainda no início da década de 1980, os discos rígidos eram muito caros e modelos de 10 megabytes custavam quase 2.000 dólares americanos, enquanto hoje compramos modelos de 160 gigabytes por menos de 100 dólares. Ainda no começo dos anos 80, a mesma IBM fez uso de uma versão pack de discos de 80 mb, usado nos sistemas IBM Virtual Machine.

[editar] Capacidade do disco rígido

A capacidade de um disco rígido atualmente disponível no mercado para uso doméstico/comercial varia de 10 a 1500 GB, assim como aqueles disponíveis para empresas, de até 1.5 TB. O HD evoluiu muito. O mais antigo possuía 5 MB (aproximadamente 4 disquetes de 3 1/2 HD), sendo aumentada para 30 MB, em seguida para 500 MB (20 anos atrás), e 10 anos mais tarde, HDs de 1 a 3 GB. Em seguida lançou-se um HD de 10 GB e posteriormente um de 15 GB. Posteriormente, foi lançado no mercado um de 20 GB, até os atuais HDs de 60GB a 1TB. As empresas usam maiores ainda: variam de 40 GB até 1.5 TB, mas a Seagate informou que em 2010 irá lançar um HD de 200 TB (sendo 50 TB por polegada quadrada, contra 70 GB dos atuais HDs)[carece de fontes?]. No entanto, as indústrias consideram 1 GB = 1000 * 1000 * 1000 bytes, pois no Sistema Internacional de Unidades(SI), que trabalha com potências de dez, o prefixo giga quer dizer * 10003 ou * 109, enquanto os sistemas operacionais consideram 1 GB = 1024 * 1024 * 1024 bytes, já que os computadores trabalham com potências de dois e 1024 é a potência de dois mais próxima de mil. Isto causa uma certa disparidade entre o tamanho informado na compra do HD e o tamanho considerado pelo Sistema Operacional, conforme mostrado na tabela abaixo. Além disso, outro fator que pode deixar a capacidade do disco menor do que o anunciado é a formatação de baixo nível (formatação física) com que o disco sai de fábrica.

Informado na Compra Considerado pelo Sistema
10 GB 9,31 GB
15 GB 13,97 GB
20 GB 18,63 GB
30 GB 27,94 GB
40 GB 37,25 GB
80 GB 74,53 GB
120 GB 111,76 GB
160 GB 149,01 GB
200 GB 186,26 GB
250 GB 232,83 GB
300 GB 279,40 GB
500 GB 465,66 GB
750 GB 698,49 GB
1 TB 931,32 GB
1.5 TB 1.396,98 GB

Todos os valores acimas são aproximações

Toda a vez que um HD é formatado, uma pequena quantidade de espaço é marcada como utilizada.

[editar] Características físicas dos discos rígidos

Tem como características não serem voláteis, ou seja, trata-se de uma memória que ao ser desligada suas informações não são perdidas. Seus discos lacrados possuem discos de metal magnetizado onde os dados são gravados.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

EVOLUÇÃO DO DISCO RÍGIDO

O primeiro PC IBM, apresentado em 1981, não previa nenhum tipo de disco fixo. O código do BIOS não reconhecia nenhum suporte deste tipo, e as primeiras versões de DOS limitavam as memorizações em massa, limitando o número de diretivas e dos arquivos que podiam ser criados. Isso não nos deveria surpreender, se pensamos que o primeiro PC, a 4,77 MHz, era fornecido com 16K de RAM, expansíveis a 64 K. Também o leitor floppy e o sistema operativo era possível a expansão do leitor a fitas e da ROM de base.

O uso de um disco fixo em um PC requer:

  • IRQ Hardware (para o pedido de interrupt)

  • Endereço I/O para o controller

  • Um canal DMA (agora opcional)

  • Código de baixo nível

  • Interface física do bus (integrada ou expansível)

  • Suporte do sistema operativo

  • Energia de esfriamento suficiente.

Depois que DOS 2 introduziu a possibilidade de criação de subdirectory, e o suporte para dispositivos de memorização em massa, as empresas começaram a produzir e a vender discos fixos para PC. Estes eram compostos por um cabinet externo que continha o disco, um controller, e um delicado sistema de alimentação do disco (do momento que 63,5 watt fornecidos pelo alimentador do PC não eram suficientes). Tais dispositivos eram exportados para outras arquiteturas, e eram conectados por um cabo e um adaptador de 8 bit, que era inserido em um slot disponível. Este subsistema era configurado para usar um IRQ, um canal DMA, e um range de portas I/O, e o driver era colocado a disposição de um device carregado em memória logo depois do boot (executando o boot de um floppy).

Em 1983 a IBM produziu o IBM XT (eXTended), com 10HB de disco fixo integrado. IBM trabalhou com uma empresa (Xebec), para integrar os componentes do disco, normalmente localizados em um cabinet externo, ao interno do computador. Introduzem também uma placa para interfacear o bus, criando aquilo que é comunamente chamado o “controller do disco fixo”.

O código para o gerenciamento do disco é fornecido por um chip ROM no controller, que expande as sub-rotinas presentes no BIOS, e a corrente fornecida pelo alimentador foi levada a 135 watt, para produzir a potencia necessária ao disco fixo interno.

A IBM XT usava:

  • IRQ 5

  • Endereços I/O de range 320-32f

  • Canale DMA 3

  • Código programa em ROM C8000

  • DOS 2.0 ou melhor

Diversas empresas começaram a produzir e vender esses tipos de periféricas, com diversos melhoramentos, entre os quais: maior capacidade física, melhores performance, e um controller floppy integrado na mesma placa (para preservas os slot disponíveis). Este subsistema podia também ser colocado em um PC original, se a alimentação de energia elétrica interna era adequada.

Em 1984 apareceu o IBM AT (Advanced Technology), que levou a uma completa revisão ao sistema de discos fixos. O código para o boot foi incluído diretamente no BIOS da placa mãe, eliminando a necessidade de um chip a mais no novo controller a 16 bit, e também melhora notavelmente os tempos de acesso ao disco. Esse sistema foi introduzido também um IRQ mais elevado, eliminando assim a necessidade de usar o DMA para os discos, e mudou o range de endereços I/O.

A IBM usava:

  • IRQ 14

  • Endereços I/O de range 1f0-1f8

  • Canal DMA – nenhum

  • Código programa em BIOS da placa mãe

  • DOS 2.0 ou melhor

Os detalhes de configuração hardware para o AT, incluindo os parâmetros do disco fixo, eram memorizados em um chip CMOS de baixa potência conexo a uma pequena bateria, eliminando numerosos switch e jumper de configurações presentes na placa mãe dos modelos velhos. A bateria permitia de mater as informações até quando o computador estava desligado e de poder trocar as informações através de um menu de configurações.

O pimeiro modelo de AT suportava 14 diferentes tipos de drive, reconhecendo os discos com capacidade entre 10 e 112MB. Cada drive que não respeitava esses parâmetros físicos deveria ter um chip ROM no controller, que expandia o BIOS, ou então era necessário carregar o código do drive no momento do boot.

As versões de DOS precedentes ao 4.0 (ou 3.31) não suportavam partições maiores de 32MB independentemente das dimensões do drive. Isso por causa que o endereçamento dos setores não podiam superar o valor de 16 bit (até a 65.536 setores). A criação de partições maiores pedia um uso de um software como Disk Manager da Ontrack. Somente que esta solução , mesmo sendo uma das melhores punha muitos problemas de compatibilidade com outros instrumentos para o gerenciamento dos discos, porque, criava uma partição não DOS.

Muitas pessoas preferiam invés dividir o disco em partições de 32 MB criando C:, D;, E;, etc., até as dimensões físicas do disco. Antes da versão 3.3 de DOS, isso também era impossível, do momento em que o sistema operativo não reconhecia partições extensas!

O número dos tipos de drive reconhecidos do BIOS e estendido além de 40, e muitos BIOS modernos fornecem um tipo com parâmetros definíveis pelo usuário . Muitos PC de hoje usam ainda esses CMOS originais para o controle e a configuração dos parâmetros dos discos fixos, ainda se foram muitas mudanças no modo de memorizar e atualizar as informações no disco.

Isso criou alguns limites, entre os quais um problema com o uso de dois ou mais discos fixos, ou o limite do BIOS e do sistema operativo de não reconhecer mais de 1024 cilindros, 16 cabeçotes e 63 setores por traço.

Porque cada setor contem 512 byte, o drive com mais capacidade é de 504MB. )1024 X 16 X 63 = 1,032,192 setores X 512 = 528,482,304 byte)

Para compreender esse limite devemos entender o modo o qual o PC acede ao disco.

Em primeiro lugar são enviados comandos I/O ao controller, através de um range de endereços de portas reservadas. Esse processo é muito complicado e maçante, e o BIOS inclui uma sub-rotina (INT 13) para executar essa função. O sistema operativo DOS tem também outras funções que simplificam este processo. Entre essas tem a função INT25/26 que lê e escreve setores absolutos de um drive, ou a função de alto nível (INT 21) para abrir, fechar e escrever dados em um arquivo. Muitos programas confiam nessa função DOS para controlar o acesso ao disco, e é o DOS que se preocupa de chamar a sub-rotina INT 13 do BIOS, que executa os comandos I/O necessários.

Todas essas sub-rotinas são códigos em linguagem assembly que são carregados em memória seja do BIOS que do sistema operativo à ligação do sistema.

As rotinas em assembly memorizam e manipulam os valores dos registros da CPU. Os registros menores para PC baseados na arquitetura INTEL são de 16 bit. Cada programa ou rotina devem ser compatíveis também com as precedentes versões dessa arquitetura, então devem ser usados registros a 16 bit, seja que venha executado em um 8088 que em um Pentium.

A rotina INT 13 é a coluna dorsal da compatibilidade entre PC, e utiliza os registros a 16 bit no seguinte modo:

  • DX – 8 bit pelo número de cabeçotes e 8 bit pelo número de drive

  • CX – 10 bit pelo número do cilindro e 6 bit pelo número do setor

O número de 10 bit maior é 1024, disso, o limite no número dos cilindros (de 0 à 1023), com 6 bit Obtém-se no máximo 64 (de 0 à 63), permitindo 64 (de 0 à 63)setores por traços.

O registro DX permite um máximo de 255 cabeçotes, e não as 16 declaradas nas específicas originais. É isso que permite aos discos até 8GB de serem igualmente compatíveis com INT 13.

Se o registro DX prevê 8 bit para o número do drive, não deveriam ser 255 os discos controláveis, ao invés de somente 2?

Quando o INT 13 manda os comandos ao controler do drive, deveria conhecer ao menos a geometria física do drive em questão. Durante a ascensão do sistema, os valores relativos ao tipo de disco são lidos da CMOS e memorizados em uma área de RAM chamada BIOS DATA AREA. Os apontadores nesta área são memorizados tabela dos interrupt (aos endereços 0:104h e 0:118h). A tabela reserva apontadores somente para dois drive, assim mesmo se a CMOS contivesse mais valores, a rotina standard não saberia como gerenciá-los.

Porque as rotinas INT 13 são tão limitadas? A resposta é simples: foram escritas nos tempos em que discos de 10 MB e 20 MB eram a norma, e 120 MB era quase inacreditável. Foram projetadas para se comunicar com um controler com uma interface específica, o standard ST412/506 (controller WD1003), e as específicas para a passagem nos parâmetros prevêem 10 bit pelo número de cilindros, 4 por número de cabeçotes e somente 1 por número de drive.

Algumas dessas limitações foram passadas substituindo a INT 13 nos PC novos, com uma nova rotina que reconhece e gerencia devices diferentes. Esse é o motivo pelo qual virtualmente cada adaptador SCSI inclui um chip ROM , e precisa impostar no BIOS o tipo de drive no ZERO.